II Encontro dos Professores da EPCAr

- O Convite
- Quem compareceu

Caros Amigos BQanos,

Como vocês devem estar a par, estava marcado para o dia 18 de novembro o II Encontro de Professores da EPCAR. A notícia foi espalhada aos quatro cantos do planeta, através da página BuscAérea, criada pelo nosso companheiro 70-143 Pamplona, além de por aqueles que tomaram conhecimento do comunicado e trataram logo de espalhar a notícia aos demais colegas...

Pois bem, o Encontro foi um sucesso, só não tendo sido melhor porque o tempo esteve um pouco fechado, sem, no entanto, tirar o brilhantismo da festa. Lá estiveram muitos professores (aliás, fato curioso, havia mais professores do que ex-alunos). Alunos representantes de diversas Turmas estiveram presentes. Entre eles, o 49-071 Navega - o mais antigo ex-aluno presente, que, por ironia do destino ou pela sugestão do nome de guerra, um dia transferiu-se para a Marinha e hoje é Almirante-de-Esquadra; o 56-137 Clarindo, autor do livro "Memórias de um BQano"; e o nosso não menos importante 70-143 Pamplona, a quem costumo chamar de "O Homem do BuscAérea". Vários outros "gatos pingados" estiveram representando suas Turmas, não sendo mencionados aqui porque naturalmente não fui lá para passar revista na tropa. Assim sendo, não fiz a chamada de ninguém...!

A missa na capela da escola começou às nove horas, como programada. Porém, desta feita, não foi celebrada pelo Padre Eudes, nosso ex-professor de Português e Filosofia, e sim pelo Padre Messias, tão simpático quanto o anterior, que embora não se estendendo na cerimônia religiosa nos trouxe uma belíssima mensagem. Cabe ressaltar a presença do magnífico e afinadíssimo Coral levado pela AEPCAR, que acompanhou toda a missa com seus cânticos maravilhosos. Dentre os seus dezessete componentes (alguns de outras nacionalidades) lá estava o ex-aluno 59-027 Anani, que com certeza abriu a voz... (parabéns a todos os componentes do Coral!).

Após a missa, os alunos do primeiro ano, como sempre, (afinal, bicho é sempre "peixado"!) formaram um "corredor polonês" que se estendeu da porta da capela, localizada alí ao lado do Portão da Guarda - o Morcegário - até à frente das escadarias da fachada da escola (onde tem o mastro da Bandeira e aquela águia de bronze por nós tão conhecida). Foi emocionante! Enquanto nós, professores e ex-alunos, caminhávamos pelo corredor formado, ao som de música executada pela garbosa Banda da EPCAR, os atuais alunos que o compunham, aplaudiam a nossa passagem, prestando uma homenagem singela, sim, mas de um significado para nós sem precedentes!... Que maravilha! Ao final do corredor tínhamos à esquerda a Banda, agora perfilada de frente para a fachada da escola, e em frente a esta lá estava o Brigadeiro-do-Ar Washington, Comandante da EPCAR, a nos esperar, saudando-nos, um a um, com seu aperto de mão fraterno e o agradecimento por termos comparecido ao evento. Foram, sem dúvida, momentos de grande emoção.

O que se seguiu foi a nossa ída para o auditório. Os trabalhos no auditório foram abertos pela Porfessora Isa. Após as explanações de praxe e agradecimentos, os atuais alunos, caracterizados, representaram um texto em homenagem aos professores. Belíssimo! Em seguida, o Comandante da EPCAR nos mostrou um vídeo sobre a formação acadêmica e militar do aluno de hoje. Depois disso, mostrou-nos umas transparências falando sobre as inovações que estão sendo implantadas na escola, algumas das quais já em curso, outras a serem levadas a efeito a curto, médio ou longo prazo. O Brigadeiro foi enfático ao afirmar que a idéia daquele Comando é tornar a EPCAR, não só uma escola-modelo, mas superior em qualidade de ensino a qualquer outra escola do mundo.

Após esta apresentação, foi feita uma homenagem àquele que na verdade foi o precursor dessas idéias inovadoras, com sua visão futurista: Tenente-Brigadeiro-do-Ar João Camarão Telles Ribeiro. Um homem por quem nos orgulhamos de ter sido um dia comandados, num período áureo da EPCAR. Um lindo texto (de arrepiar!) foi lido pela professora Isa, fazendo um retrospecto da trajetória daquela "alma" assim se referindo a professora ao saudoso Brigadeiro. A homenagem foi extensiva à família Camarão, alí representada pelo seu irmão, o 68-111 Telles Ribeiro, hoje Coronel da ativa com o mesmo nome de guerra, e que se encontrava acompanhado da esposa. Representando os ex-alunos, o companheiro 70-143 Pamplona, foi chamado para render duas homenagens: aos professores e ao Brigadeiros Camarão. Entretanto, antes do início das homenagens, de improviso, homenageou o atual Comandante da EPCAR pelo excelente trabalho que vem desenvolvendo, sendo-lhe entregue uma camisa alusiva ao II Encontro de Professores, seguido de palavras de agradecimento e incentivo para que continue a levar a bom termo todas as suas pretensões a nós alí apresentadas. A seguir, dirigiu-se aos professores dizendo que a maior homenagem que os ex-alunos poderiam prestar aos seus mestres, além de suas resenças ao evento, é serem os homens que são. Continuando na programação, a homenagem foi rendida ao Brigadeiro Camarão, através da leitura de um outro texto, não menos arrepiante que o lido pela professora Isa, entitulado "Réquiem para um Homem Digno" de autoria do aluno 68-114 Brasil, fã incondicional do Brig. Camarão (infelizmente o autor não pôde comparecer ao encontro por estar atendendo a compromissos fora do país). O ponto alto da homenagem prestada foi quando ao término da leitura do réquiem ouviu-se um clarim vindo do Pátio da Bandeira, seguido do acompanhamento retumbante da Banda da EPCAR. Era o toque somente cabido aos oficiais generais... silêncio no recinto ... outro arrepio! E uma vez mais o coral brindou-nos com dois números magníficos. Na saída do auditório, todos os presentes receberam como recordação marcadores de livros e chaveiros comemorativos à data, além de sachês de pétalas de rosas Barbacenenses com aquele suave aroma peculiar à cidade que ainda hoje nos recebe como filhos. Dalí fomos convidados a visitar a sala dos professores, que hoje fica onde no nosso tempo existiam salas de aula e a barbearia. Na sala dos professores foi descerrada uma placa em comemoração ao evento.

O passeio programado para visitar os diversos setores da escola foi suspenso tendo em vista o tempo tomado com as explanações, homenagens e agradecimentos feitos no auditório. Assim, da sala dos professores seguimos todos para o cassino dos oficiais, onde um suculento almoço, tipo self-service, nos aguardava. Entre apertos de mão, tapinhas nas costas, abraços, bate-papos, sorrisos, lembranças e lamentos pelos personagens ausentes, por mais de três horas permanecemos no recinto, só saindo para ter um tempinho de ir ao hotel para dar uma descansadinha. Afinal, ninguém é de ferro!...

À noite, por volta das nove e meia, lá estávamos de volta para um coquetel acompanhado de dança ao som de música ao vivo. As mesas estavam lindas, forradas em tecido de tom creme, encimadas por taças reluzentes. As cadeiras receberam um toque especial, forradas com o mesmo tecido das mesas, porém almofadadas nas costas. Foram servidos tira-gostos diversos tais como canapés, pasteizinhos, bolinhas de queijo, coxinhas de galinha, além de bebidas que variaram do refrigerante ao vinho. Duro mesmo foi encontrar um par que se prontificasse a arriscar uns passos de dança no salão, visto que nessas horas ninguém quer ser o primeiro. Mas bastou a professora Isa estrategicamente apagar algumas das luzes que iluminavam a pista de dança para que os casais mais assanhadinhos se manifestassem.

Em meio ao coquetel, outra homenagem: os Coordenadores de Turmas de ex-alunos presentes entregaram às professoras Isa e Lucília - Coordenadoras da Turma dos Professores - um chaveiro e uma bolacha, desenhados especialmente para o evento, mas já adotados pelos professores. Daí em diante foi alegria só. Canções dos anos 50, 60, 70, e por aí afora, foram todas curtidas pelos "pés-de-valsa" presentes.

O baile se estendeu até não sei a que horas de domingo, já que às duas e meia da manhã, após me despedir de professores e colegas, retirei-me do recinto para me recolher aos meus aposentos e usufruir o sono dos justos.

Meus prezados colegas bqanos, com todo o respeito por aqueles que certamente tiveram seus motivos para não comparecerem ao evento, lamento informar que vocês perderam algo memorável e inesquecível. Faço, portanto, um apelo bem antecipado: esforcem-se ao máximo para não perderem o próximo encontro. Vale à pena.

Com o meu abraço fraterno a todos os que fazem parte dessa irmandade, aqui me despeço.

Saudações BQanas!

67-382 Santos Oliveira

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