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Jubileu de Cristal da Turma de 86
Os
Guerreiros da FAB invadirão BQ nos dias 12, 13 e 14 de outubro
para comemorar o Jubileu de Cristal da Turma - 15 anos.
Programação:
1) Sexta-Feira (12 / Out) => Coquetel de confraternização
no GINO's. Será como nossos eventos aqui do Rio de Janeiro só
que com um número bem maior de participantes. "Comes e bebes"
liberado.
2) Sábado (13 / Out) => Encontro no Cinema onde teremos um
bate-papo geral, um grande "reunir". Distribuição
de camisas. Em estudo um "paradão" para relembrar os
tempos. Placa de 15 anos. Churrasco no COEP com futebol incluído.
3) Domingo => Livre. Retorno às bases.
Maiores informações na home-page da Turma:
www.epcar86.hpg.com.br
Entrar
em contato com o 86-287 Brandimarte pelo e-mail: ercole@ig.com.br
ou ebrandim.smf@pcrj.rj.gov.br
Oportunidade de emprego
TÉCNICO OU ENGENHEIRO COM BONS CONHECIMENTOS
DE INSTALAÇÃO DE CABOS OPGW
Entrar
em contato com o 68-058 Nurchis pelo e-mail: empretec@sti.com.br
Turma de 68 emociona Barbacena
Aconteceu
neste final de semana, 17, 18 e 19 de agosto, o encontro dos Lindos Passarinhos
Azuis da Turma de 68 comemorando os 33 anos da chegada a BQ.
À medida que cada um ia chegando ao Ginos´s, na noite de
sexta feira, já se podia antever qual seria a tônica do evento.
Amigos que há muito não se viam deixavam extravasar toda
a emoção e esta tornava-se visível, em cada rosto.
No sábado a solenidade começou no cinema onde os agradecimentos
de praxe foram feitos, a festa dos 35 anos marcada, a emoção
continuou e todos foram convocados para o Pátio da Bandeira.
A
Turma formada sob o comando do 68-001 Viana, os convidados no palanque,
a bandeira da Turma foi hasteada pelo passarinho 68-317 Justiniano e a
tropa desfilou em continência ao Cel. Perez (Turma de 56).
O
desfile terminou em frente ao Jardim de Alah, onde as cinzas do 68-357
Fonseca estão depositadas, e homenagem aos que já não
mais aqui estão foi feita pelo 69-029 Malafaia.
Fora de forma foi comandado, o tradicional "oba" ouvido
e a parada seguinte aconteceu no placódromo onde uma belíssima
e inovadora placa foi descerrada pelos alunos 68-291 Temístocles
e 68-324 Heleno.
A tradicional foto do evento, como não podia deixar de ser, aconteceu
em frente à escola.
A
fome já se fazia presente e todos dirigiram-se ao COEP para o churrasco.
Durante o evento várias homenagens foram prestadas: aos mestres,
entregue à professora Isa Maria, ao novo comandante da escola,
o aluno 66-354 Santili, ao aluno 60-021 Segadães - comandante dos
68 e ao aluno 70-143 Pamplona pelo trabalho de unir as Turmas.
Ao
longo do churrasco inúmeros telefonemas foram recebidos. Eram de
68s que, por um motivo ou outro, não puderam comparecer mas queriam,
de alguma forma, se fazer presentes. Cabe registrar que um destes veio
do exterior, além-mar, do velho Reino Unido.
À noite, um batalhão de corpos cansados e almas renovadas
foi chegando para o coquetel no Gino's. Um belíssimo arranjo de
flores foi entregue pelo 68-324 Heleno à senhora Helenice, esposa
do Segadães, e a noite transcorreu com o que há de melhor:
a certeza que a energia dos 118 que ali compareceram foi irradiada para
todos da Turma de 68 para que permaneçam
SEMPRE
JUNTOS!!!!
PS. Veja a reportagem completa sobre festa na página da Turma
de 68
Reaberturta do Point da Barra
Agora sob o patrocínio da Turma de 66
ENCONTRO + CHURRASCO = POINT BARRA DA TIJUCA
Alo galera
O Carvalhosa, 66-042, idealizador do point da barra, temporariamente Manauara,
está no Rio, hospedado no Riviera - Barra da Tijuca, fez uma inspeção
no point, achou tudo nos conformes e decretou: que a Turma 66 / 69 se
reúna neste sábado próximo vindouro dia 11/08/2001,
a partir das 10h para curtir um churrasco ao ar livre regado à
mais gelada cervejinha, aos prazeres do astro rei e tudo o mais que as
belezas naturais e artificiais possam nos proporcionar.
Que assim seja.
Saudações BQanas
Alberto leite
IPC:Ficam
convocados, todos os colegas da Nata para, desde já, fazerem contatos
com os não internautas e divulgarem o evento, extensivo a todos
os BQanos.
+ Turma de 67
Agora a Turma de 67 está motivada. Reativaram o encontro mensal
no Clube de Aeronáutica, Praça XV, Rio de Janeiro, para
toda segunda sexta-feira do mês, sendo que a primeira ocorrerá
dia 13 de julho, sem suspertição!!!
O
coordenador convida a todos 67s e amigos para comparecerem ao evento que,
pode-se dizer, abre os trabalhos para o Jubileu de Coral em 2002
O apagão do apagão
Um
programa para fazer as contas... de luz
André Machado - Informática etc do jornal O Globo do dia
25 de junho de 2001
AApsa-Rio, administradora de condomínios no estado, lança
esta semana, através da Ziptech, o Econolux, software que ajuda
os usuários a calcular os gastos de energia de casas ou condomínios.
Com uma interface que sugere um browser simples com botões adicionais
no lado esquerdo, o programa ocupa 3Mb e roda no mínimo em Win95.
Na versão doméstica, ao abri-lo, o usuário deve clicar
no botão Parâmetros e informar o custo do watt/hora (que
vem na conta de luz), a meta de consumo de energia determinada pela distribuidora
e o consumo a partir do qual será cobrada multa. Depois disso,
ele cria uma lista dos cômodos de sua casa a partir da tela Planta,
que vem com um template com vários itens (quarto, sala, cozinha/banheiro,
equipamentos e assim por diante), mas é customizável.
Em seguida, passa-se à tela de configuração do gasto
de energia por cômodo. Os aparelhos e lâmpadas de cada aposento
são aí relacionados, com os respectivos consumos informados
pelo usuário. E, na tela seguinte, este cria seu planejamento de
consumo para cada item (informando que, em média, o PC é
usado por x horas por dia, o chuveiro por y, e
acrescentando os gastos eventuais no mês, se possível). Quando
se completa essa configuração, o software calcula
baseado nos parâmetros previamente preenchidos se o gasto
de energia está dentro da meta ou se ultrapassou os quilowatts
permitidos. Um detalhe masoquista: neste último caso, o usuário
ouve um argh do programa e, se tiver abusado da energia, é
vaiado...
Segundo o criador do Econolux, Isnard Martins (64-193 Thomas),
coordenador de tecnologia da secretaria de Segurança do estado
e professor da PUC, caso o usuário ultrapasse a meta, pode seguir
para a tela Analisar Consumo, onde o Econolux informa as porcentagens
de gasto de cada aposento, permitindo a alteração do planejamento
anterior até que se obtenha o resultado ideal.
A versão condomínio é basicamente a
mesma, trocando os aposentos por dependências como elevadores, salão
de festas, e assim por diante.
PREÇOS R$ 35 (versão doméstica) e R$ 60 (para
condomínios). Em prédios administrados pela Apsa, o síndico
receberá o software gratuitamente e os condôminos poderão
adquiri-lo por R$ 25. Info: 221-7478 (Apsa-Rio) e 492-7216 (Ziptech).
Ator dublador
Bom
boulevard vira má chanchada
Barbara Heliodora Coluna Artes Cênicas do jornal O Globo do dia
24 de junho de 2001
Com a forte impressão de estar escrevendo mais ou menos a mesma
crítica pela enésima vez, nada melhor do que citar a memorável
frase de Charles Chaplin (que entendia do assunto) Quando
o material é engraçado, não é preciso fazer
graça a fim de constatar ainda uma vez, com Um
pijama para seis, que no teatro carioca virtualmente todas as comédias
estrangeiras são prejudicadas em seu humor e baixadas de categoria
ao serem montadas como chanchadas.
É claro que o texto não é motivo para reverência
ou desabrida admiração, porém Marc Camoletti, membro
legítimo da linhagem de Feydeau, com sua comédia em cartaz
no Teatro dos Grandes Atores, faz um primor de construção,
exatamente como manda o mestre: ao tentar encobrir uma aventura, o protagonista
vai se afundando em uma série de complicações das
quais é cada vez mais difícil de sair. A tradução
de Marisa Murray estaria perfeitamente adequada a uma encenação
correta, no tom pedido pelo autor.
Rogério Fabiano é mais um diretor a não confiar
nem no humor do texto e nem na capacidade do público para se divertir
de forma um pouco mais inteligente e a optar por tais exageros e caricaturas
em que nada mais é plausível todos passam a ter comportamento
que, como diz Hamlet, não é de cristão, pagão
ou homem.
O cenário de Eder Meneghine é adequado, mas os enganos
já começam pelos figurinos de Gugu Farme de Amoedo. Vestidas
como estão, as duas Marilus jamais poderiam ser confundidas em
suas respectivas funções, enquanto a luz de Eduardo Salino
fica um tanto confusa ao tentar efeitos.
Todo o elenco grita e corre onde deveria falar e andar, e só muito
vagamente é possível detectar que Elcio Romar (68-369
Romar) e talvez Fátima Freire teriam possibilidades de fazer
interpretações corretas para seus personagens. Elida lAstorina
é totalmente implausível e caricata, Jayme Periard fica
um tanto perdido, e Luciana Coutinho é fraquíssima. Luis
Magnelli, em pequeno papel de composição, acaba sendo o
menos prejudicado pelo desmando geral. Um bom texto de boulevard não
é para se jogar fora, como é feito pela direção
com a comédia de Camoletti.
Baile do HASP
Dia
15 de setembro, às 23 horas, no Clube Militar de São Paulo,
acontecerá o Bailde de aniversário da HASP. Reservas
com a Cap. Margareth, Ten. Leonor ou Ten. Galizia no telefone (11)6224-7003.
Não deixe para depois, reserve já seu lugar. Ingressos:
R$35,00
Turma de 67
Jubileu
de Coral da Turma Mete a Cepa - Epcar 67 nos dias 12, 13 e 14 de abril
de 2002. Entrem em contato como Lyrio.
Chat
com astronauta brasileiro
No próximo dia 17 de junho, domingo, no período de 16h00min
às 17h00min, horário de Brasília, realizar-se-a no Chat do site do 5º
GAv (www.geocities.com/gav5_br,
observar gav5_br ) uma entrevista com o Maj. Av. Marcos César Pontes,
o astronauta brasileiro, que se prepara para uma missão no espaço. Todos
os visitantes do Chat poderão participar com perguntas. Pede-se, no entanto,
que sejam perguntas curtas e que exijam respostas também curtas, para
permitir que muitos tenham essa rara oportunidade. Solicita-se que divulguem
essa mensagem para seus amigos e conhecidos para que possamos garantir
o sucesso da entrevista do nosso astronauta que tão gentilmente aceitou
o convite.
Você será bem-vindo.
Comissão coordenadora Cel. Av. Manoel J. C. Albuquerque
Corretor de Imóveis
Estou precisando contatar urgente donos de imobiliárias ou corretores
de imóveis, preferencialmente atuante no Estado do Rio de Janeiro, podendo
entretanto servir de qualquer lugar.
Contato inicial por e-mail ou
pelo telefone (21) 236-6640.
Grande abraço .
Luiz Sérgio 52-138
Transporte em Van
Van BESTA, 12 lugares, com ar condicionado, faço transporte de passageiros
particular e para empresas, podendo emitir RPA, pois sou legalizado. Tenho
disponibilidade para viagens, faço city-tours e by-nights, atendo a congressos,
simpósios, exposições e outros eventos. Turismo receptivo e translados.
EM VIAGEM AO RIO NÃO USE TÁXI... USE UM BQANO DA TURMA 69.
Celular: (21) 9965-8021
Fax: (21) 771-5265
69-72-196 Paulo Sérgio
Mete a Cepa
A Turma Mete a Cepa - EPCAR 67 - aproxima do recorde da Turma de 70,
isto é, localizar todos os seus integrantes. Num grande esforço
de reportagem, objetivando o encontro dos 35 anos em 2002, colocamos nossos
cães farejadores ao encalço dos fujões e só
restam 6 integrantes a serem localizados. São eles:
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67-020
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Augusto |
Cesar
Augusto dos Santos Caire |
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67-052
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Lugao |
Jorge
Luiz Carvalho Lugao |
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67-163
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Penavilla |
Jose
Carlos Penavilla |
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67-272
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Antonio
Jorge |
Antonio
Jorge da Graça Morais |
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67-332
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Vital
Brasil |
Marcio
Alberto Vital Brasil |
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67-417
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Daniel
Lima |
Daniel
Lima Gonçalves |

Quem souber do paradeiro de algum deles, é só avisar!!!!!
pamplona@dh.com.br
Marcha contra o apagão
Marcha
contra a Corrupção, o Apagão, o Desemprego acontecerá no dia 24 de junho,
no Rio de Janeiro, sob a liderança do Brig Ercio, presidente do CAer.
Estágio para deficientes
Consultoria que atua com oportunidades de estágios e empregos para deficientes
físicos, auditivos, visuais e mentais (retardo leve). O processo seletivo
é gratuito. A empresa é: "Suporte Assessoria e Consultoria Empresarial"
.
e-mail: suporte@rhsuportetotal.com.br
Diretora Açucena Calixto
Telefone:(21)3272-9496.
Por
favor, divulguem esta informação para o maior número de pessoas possíveis.
Isso, com certeza vai ajudar alguém com algumas dificuldades, aumentando
suas chances no mercado de trabalho. Eles aceitam envio de CV por e-mail.
Vitória dos BQanos
Infelizmente
o encontro Vitória dos BQanos do próximo dia 7 de julho
foi cancelado devido a transferência de seu pricipal organizador,
o 69-215 Silva Porto, para o Rio de Janeiro. Ainda não foi desta
vez, mas, certamente, um dia acontecerá!!!!
Causos Aéreos
Foi inaugurada mais uma seção no BuscAérea.
Desta vez é o "Causos Aéreos"!!!
É a nossa história contada de uma maneira divertida por
quem a viveu. Já temos alguns contadores costumazes como o Thomas
de 63 e o Ramalho de 72. Contamos com novas adesões. Sabemos
que as Turmas tem vários candidatos em potencial. Na de 68, o Brasil,
na de 56/57 o Clarindo, na de 66 o Jonner, na de 76 tem um que não
lembramos do nome, enfim, cada Turma tem o seu e contamos com a presença
deles para contarmos a história de nossa Escola.
Boletim da Turma de 46
Acusamos
o recebimento do Boletim Mensal de junho da Turma de 46 do curso prévio
da Escola de Aeronáutica. É sempre um prazer saber notícias
dos mais antigos!!!!!.
Quem quiser ter uma cópia é só entrar em contato com
o Hélcio Medeiros no e-mail: htlmnm@ruralrj.com.br
e não deixem de visitar a home-page da Turma http://cad46.vila.bol.com.br
.
Globalização Perversa
61-238 Cambeses - Manuel Cambeses
Júnior
O sociólogo francês Henri Mendras batizou o termo ?contra-sociedade?
para referir-se a todos os integrantes de uma determinada sociedade que
não podem ou não querem seguir o ritmo e as exigências
que esta impõe. Seu expoente natural seria aquele indivíduo
que por impossibilidade, ou simples falta de desejo, não consegue
adaptar-se à velocidade com que se move o seu entorno social, transformando-se,
conseqüentemente, em um verdadeiro pária dentro da sociedade
a que pertence. Ou seja, um deslocado, um desadaptado, um ser verdadeiramente
excluído.
Nos dias atuais, bem poderíamos falar de uma contra-sociedade mundial.
A mesma estaria composta por todos aqueles que não conseguiram
assimilar o ritmo evolutivo da sociedade globalizada. O número
de desadaptados pode contabilizar-se em dezenas de milhões. E mais
ainda, dia-a-dia aumenta o número de pessoas que, em todas as regiões
do planeta, albergam o temor e a angústia de sentirem-se excluidas
das filas dos seres produtivos. São pessoas comuns que vivem atormentadas
e .sob a ameaça permanente da exclusão social.
Os números desta contra-sociedade têm sidos manejados com
bastante freqüência. Michel Rocard, ex-Primeiro Ministro francês,
aponta os seguintes dados: 30% da população ativa dos Estados
Unidos, ou seja, quarenta milhões de pessoas, vivem em situação
de pobreza ou precariedade social, ao passo que 30% da população
ativa nas três grandes regiões do mundo industrializado pode
qualificar-se como desocupada ou marginalizada (Le Monde, Bilan du Monde,
1997). Por sua parte, Jacques Chirac, Presidente da França, assinalava
em março de 1996, que os países que compõem a União
Européia, contam com dezoito milhões de desempregados e
cinqüenta milhões de cidadãos sob a ameaça de
exclusão social. Os países integrantes da OCDE,
o clube dos estados mais ricos do planeta, contam hoje com trinta e cinco
milhões de desempregados. E o que dizer dos países em vias
de desenvolvimento? A conjunção entre um desenvolvimento
técnico acelerado, sustentado na automação, associado
à ausência ou abandono generalizado das normas de proteção
social, estão fazendo aumentar, assustadoramente, os números
de desempregados e de subempregados. O Brasil, lamentavelmente, é
um bom exemplo de país que tem aumentado substancialmente sua competitividade
e inserção na economia global às custas de um notável
incremento das filas de desempregados.
A lógica deste perverso processo é simples. Sob o impacto
de uma competição produtiva sem fronteiras e sem mesuras,
em que a redução de custos transformou-se em dogma, não
há espaços para considerações sociais. Existe
a tendência, por essa via, a uma nivelação por baixo,
na qual a mão-de-obra mais barata, ou a substituição
desta pela tecnologia, determinam a sobrevivência dos produtos no
mercado. A tecnologia e a redução de custos laborais são
os grandes dinamizadores do novo crescimento econômico. Como bem
assinala a revista Fortune, em sua edição de abril de 1996:
"Os avanços tecnológicos unidos aos implacáveis
desempregos massivos, dispararam a
produtividade e elevaram, consideravelmente, os ganhos da indústria".
Frente a esta dura realidade, os países apresentam a tendência
de transformarem-se em um autêntico bazar persa, competindo entre
si para fazer maiores concessões ao grande capital, como via para
captar inversões e garantir o crescimento econômico. O resultado
desta postura é que observa-se o abandono do sentido do coletivo
e do imprescindível papel do Estado em matéria de arbitragem
e de observância da regulamentação social.
Que outra coisa poderia fazer o Estado? Este se vê incapacitado
para fazer frente ao volume e à dinâmica dos capitais privados.
Os três maiores fundos de pensão estadunidenses, Fidelity
Investments, Vanguard Group, Capital Research & Managements controlam
em torno de quinhentos bilhões de dólares.
Impotente, o Estado teve de adaptar-se às exigências do grande
capital, sem poder evitar que o homem transforme-se, cada vez mais, no
lobo do próprio homem.
A força emergente após o ocaso do Estado é, obviamente,
o grande capital privado transnacional. Este governa a economia globalizada,
passando por cima de fronteiras e atropelando governos, impondo leis à
sua conveniência e promovendo uma acirrada e desumana competição
entre países, a serviço de seus interesses. Prova inconteste
disso, encontramos no acordo multilateral sobre inversões que está
sendo negociado na Organização Mundial de Comércio,
que submeteria as leis regulatórias dos países membros às
objeções internacionais, restringindo a capacidade dos Estados
para ditar políticas econômicas de interesse nacional. A
pergunta a fazer, nesse caso, é a seguinte: que lógica domina
o grande capital transnacional? Esta se sintetiza em uma consideração
fundamental: a rentabilidade imediata. A necessidade de dar resposta às
exigências de curto prazo, de um gigantesco número de acionistas
anônimos, tem se transformado, efetivamente, na razão de
ser fundamental do processo econômico em curso. Dentro desse contexto,
as grandes corporações competem ferozmente entre si para
captar as preferências dos acionistas, livrando-se de tudo aquilo
que possa significar um peso na busca por maiores rendimentos.
Porém, quem é esse acionista anônimo que sustenta
a engrenagem e dita as regras da economia globalizada? Este não
é outro, senão o homem comum: o operário, o gerente
médio, o funcionário público, o profissional liberal,
a dona-de-casa. Ou seja, o mesmo homem comum que vive atormentado pelo
fantasma do desemprego e com medo de vir a engrossar, com sua presença,
as filas da grande contra-sociedade dos dias atuais. Através de
sua cotização e na busca de máximo rendimento para
as suas economias, investe em fundos de pensões e fundos mutuais
ou, através de pequenas inversões de capitais, nas Bolsas
de Valores. Desta maneira, paradoxalmente, ele tem se transformado em
atuante protagonista deste perverso processo econômico que o atemoriza
e o encurrala.
Segundo um curioso processo circular imposto por esta globalização
perversa em que vivemos na atualidade, o homem comum tem se transformado
em seu próprio inimigo, erigindo-se feroz e desapiedadamente frente
a si mesmo.
*
O autor é Coronel-Aviador e Chefe da Divisão de Assuntos
Internacionais da Escola Superior de Guerra
Paradoxenas
Antônio Augusto Felix de Souza
Cidade das mil contradições
Que vive de oligarquias
Poucas, muito poucas, suas opções.
Povo sistemático, cheio de manias.
A cadeia fica na Praça da Liberdade
Na Praça dos Andradas, o busto dos Bias;
Embaralhada, a bem da verdade,
Tem tudo ao contrário do que devia!
Na Boa Vista, o asilo dos cegos;
Na José Bonifácio, o solar dos Bias;
Na Boa Morte, defuntos não sossegam...
Da péssima vida que levaram um dia.
Nos arredores do cemitério
Vários quebra-molas pros defuntos
Curioso, pergunta o Cabo Valério:
"É a falta de obras, ou, falta de assunto?".
Uma praça com macacos a solta.
Eles livres e, .... Doentes encarcerados
Se balançarem as árvores desta cidade louca
Não cai macaco... Só caem advogados.
Andradas e Bias em ritmo fogoso
Criam mais uma contradição:
Juntos, agora, com Newton Cardoso,
Afirmam que não perdem uma eleição.
Na cidade não existe emprego.
Toda a população se candidata,
Com espírito público e desapego;
Todos querem gozar desta mamata.
Izabelinha, do público a preferida;
De Juruna não se esqueça;
Se a coisa toda for mantida
Pode dar Botina... na cabeça!!!
Pois Botina, mais outra contradição.
Folclórico, na cidade, vende chouriço assado,
Cesto na cabeça, aos berros cria confusão.
Botina porque? ...Se nunca andou calçado?
E, o muito famoso caminho novo,
Por onde se chega à cidade da flor,
Justo orgulho de todo o seu povo,
Foi inaugurado pelo Imperador.
Do lado das freiras do Imaculada
Fica a zona do baixo meretrício
E, ainda há quem discuta a parada,
Que essa cidade é um baita hospício!
Barbacenense não ta aí nem um pouco
Finalmente analiso, e a minha conclusão aflora
Nascido aqui sabe que não fica louco,
Porque, pura e simplesmente: só piora!
Não sei quando vou ter a felicidade
Não sei quando escapo deste inferno
Pois até a mais antiga firma da cidade
É a papelaria Bazar Moderno.
Por fim sua história se encerra
No maior monumental desvairo
Pois, é a única cidade da terra
Que duas vezes por ano faz, aniversário!
Em tempo:
Por tudo que por aqui se diz
Mais uma contradição certa é
A Farmácia São José é do Luiz
E a Farmácia São Luiz é do José
Enviado
por Hermínia Moreira Melo
Editorial
Por motivos alheios a nossa vontade, estivemos meio que
fora do ar desde o meados de abril. O
motivo foi, e ainda é, acumulo de trabalho no dia-a-dia. Esperamos
resolver logo esta pendência para voltarmos com força total.
Um fraternal abraço em todos.
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