Edição nº 8
Abril de 2001
atualizado em 22/04/2001
 
 

Globalização Ingênua

61-238 Cambeses

A globalização é um novo fato no mundo. Não existe dúvida de que a tecnologia, as comunicações e a economia conduzem a fazer do planeta uma unidade mais entrelaçada, complexa e inter-relacionada. Também é um fato que tal acontecimento tem efeitos em todos as áreas da vida social e, sensivelmente, na economia.

É fora de dúvida que a globalização em si mesma é um progresso da qual ninguém poderá escapar e um processo irreversível. Porém, ao aceitarmos esta constatação, não se admite necessariamente que todas as suas conseqüências devem projetar-se em uma só direção, a qual, até agora, parece beneficiar basicamente a alguns países e prejudicar a outros.

Na globalização existem ganhadores e perdedores porque entre os países desenvolvidos se está criando uma mentalidade, em muitos sentidos excludente, e que não importa todos os fatores que entram no jogo. Tais fatos podem produzir desequilíbrios internacionais capazes de conduzir o mundo a dificuldades maiores do que as que se conheceram durante a Guerra Fria.

É uma tremenda ingenuidade pensar que o final da Guerra Fria abriu as perspectivas de um paraíso para a humanidade. Pelo contrário, estão sendo geradas intensas contradições que poderiam multiplicar os conflitos nos primeiros anos do próximo século e tornar mais difícil a vida para grande parte do gênero humano.

A "globalização ingênua" pode conduzir-nos a erros fundamentais. O primeiro deles é o de prescindir do interesse nacional e do papel que os estados e os governos nacionais têm que assumir para defender os interesses dos países que representam.

É muito bom o diálogo, as negociações, as aberturas de mercado e todos os demais benefícios que produz o desenvolvimento tecnológico e comunicacional. Porém, dentro deste intricado jogo temos alguns interesses a defender, uma posição a assumir e uma atitude a vigiar constantemente.

Há alguns anos li um livro que me intrigou profundamente. Está escrito por um homem sobejamente conhecido no cenário internacional, Kenichi Ohmae, cujo título é: The End of the Nation State. É um livro inteligente, porém seus delineamentos e conclusões poderiam nos levar a admitir postulados que conduziriam ao prejuízo dos interesses dos povos e das nações menos desenvolvidas. Os argumentos são muito bons para defender a posição dos países poderosos, porém inconsistentes para assumir a tribuna dos menos aquinhoados.

Um dos argumentos que agora costuma-se alardear é que os estados são apenas referências cartográficas dentro da estrutura política do planeta. Isto, em termos técnicos e comunicacionais pode ser considerado correto. Porém, a realidade humana é outra.

Os estados estão formados por seres humanos que deveriam estar representados e encarnados por eles, mas sabemos que, muitas vezes, não é assim que as coisas ocorrem. Entretanto, é importante enfatizar essa dimensão histórica do Estado nacional: um elo entre as pessoas e a ordem política.

Existe uma tecnocracia apátrida que voa sobre as fronteiras e possui fórmulas sintéticas para todas as realidades nacionais. Grande parte da crise financeira de hoje se deve a que as tecnocracias, particularmente aquelas que influem nas instituições econômicas e financeiras internacionais, não possuem uma idéia histórica das realidades que manejam.

Administram fórmulas, abstrações e jogam com os números e os deslocamentos financeiros sem ter em conta que a base de toda essa circulação financeira internacional está apoiada em complexas comunidades nacionais que têm seu direito a viver, suas expectativas ante o mundo, uma cultura e uma história que defender e preservar e uma lógica aspiração à dignidade e à reciprocidade.

Para criar competição e competência é imprescindível preparar as pessoas, administrar inteligentemente a formação do capital humano e dar-lhe mística, entusiasmo e estímulo para que entenda que a riqueza se apóia, fundamentalmente, na capacidade das pessoas. Para ser competitivo é preciso ser capaz e para atingir a capacidade é necessário preparar-se e assumir o objetivo fundamental da educação, em bases totalmente distintas das que prevalecem na atualidade.

Porém, também existem requisitos políticos para a globalização. O primeiro de todos é que os governos têm que ser representativos da vontade da sociedade. Isto supõe um controle efetivo por parte da opinião pública e do eleitor, do que fazem os governos e um contrato social claramente definido para que aqueles que aspiram a falar em nome das unidades nacionais que entram no jogo global, possam ser, realmente, legítimos representantes dos povos.

A "globalização ingênua" esquece a maior parte destes componentes. É necessária a privatização de alguns segmentos parasitários do setor público, mas isto tem de estar orientado a que as iniciativas e os negócios que se empreendam em nome dos países e das nações, beneficiem o interesse geral e não determinados setores excludentes.

A conclusão é que a globalização sem a democracia não funcionará com eficácia e para que haja bons governos têm de existir mecanismos de responsabilidade política ante o eleitorado e ante o povo que esses governos representam. Isto quer dizer que a liberdade e a amplitude dos mercados está somente garantida pela liberdade e dignidade democrática dos povos.

Manuel Cambeses Júnior
é coronel-aviador R/R e chefe da divisão de Assuntos Internacionais da Escola Superior de Guerra

Uma exposição "Quase perfeita"

EXPOSIÇÃO DE PINTURA - CONVITE
A Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, o Museu Histórico do Exército e o Forte de Copacabana apresentam a exposição de pintura CINCO ESTILOS, com obras dos consagrados pintores brasileiros Eduardo Agüelles, Eduardo Camões, Roberto de Souza, Virgílio Dias e Jorge Longuiño. A exposição será realizada de 19 de abril a 05 de maio das 10 às 16 horas. No dia 18 de abril, quarta-feira, às 20 horas, haverá um coquetel de inauguração no Forte de Copacabana com amplo estacionamento no local.
O 56-30 Jorge Longuinho pertence a Turma de 56 e a Turma de 57 - Turma Quase Perfeita.
Você poderá falar com o Longuinho em seu Atelier de Pintura e Desenho pelo telefone (21)549-7861


66 expõe suas fotos

Integrante do Clube de Fotografia de Atibaia, o 66-123 Saul convida os colegas que gostam de fotografia a visitarem a 20ª Exposição Fotográfica do Clube. Serão expostas perto de 100 fotografias, de 30 fotógrafos do Clube, com o tema: Mãos.
Local: Museu Municipal João Batista Conti
Endereço: Praça Bento Paes, s/nº - Centro - Atibaia. - SP
Data: de 19 a 29 de abril
Horário: das 9:00h às 17:30h
Do autor, serão expostas 4 fotos.


3º CHURRA-SAMPA do milênio

ATENÇÃO TURMA em Sampa!!!
Téquinfim mais um Churra-Sampa e ... desta vez, será nas alturas!!
Local : Cobertura do Edifício FUJITSU
Endereço: Rua 13 de Maio, no Bairro Paraíso, ao lado do portão principal do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Data: 21/04/2001 (1º sábado após a Páscoa)
Horário: à partir das 12:00 hs.
TODOS OS COLEGAS DA NATA QUE ESTIVEREM POR SAMPA ESTÃO "ESCALADOS" (entenda-se: INTIMADOS) a comparecerem ao evento !!! O não comparecimento, ou a falta não justificada de maneira soberbamente satisfatória, acarretará ao infator às seguintes penalidades:
a) 04 Ps a serem cumpridos em regime semi-aberto, em companhia de 03 PQDs do Exército dando suga!!!
b) 07 pontos na carteira de motorista!!!
Pedimos a fineza de efetuarem a confirmação das presenças bem como o nº de acompanhantes, para que possamos providenciar adequadamente a compra dos comes e bebes!!!
Confirmações:
Telefones: (11) 4438-5820, (11) 4979-4482 e (11) 9736-2735 com 66-282 Bizzi ou (11) 4368-5068 com 66-352 Vilcek.
As portas do Churra-Sampa estarão escancaradas aos integrantes das turmas de 65, 67, 68, 69 e 70 que quizerem estar conosco, ... desde que ... confirmem ... paguem ... não queiram dar trote (65) e nem sejam insubordinados (os demais).

66-123 Saul


Concurso MasterSite

Responsável pela confecção da página da Turma de 68, o site MasterSite, do 68-418 Berardinelli, realiza um concurso onde os vencedores desfrutam um fim-de-semana inteiramente grátis num hotel fazenda em Angra dos Reis. Semana do Concurso: de 16 a 20 de abril e a estada grátis no final de senama de 27, 28 e 29 de abril. Para participar basta acessar o endereço http://www.mastersite.com.br. Participem!!!


Mostra filatélica nos 52 anos da EPCAR

Incentivada pelo professor Fonseca e sob orientação do Ten. Av. Ricardo, a Sociedade Acadêmica (Gestão 2001 - Turma Mach 2000) vem procurando resgatar atividades culturais que sempre marcaram presença no cotidiano da EPCAR.
Com o apoio dos Correios, será efetivada uma mostra filatélica itinerante exaltando, através do
selo, as cidades históricas de Minas.
A exposição está prevista para a semana de comemorações do 52º aniversário da EPCAR (maio próximo).
Gostaríamos de contar com o apoio e participação de ex-alunos filatelistas. Do sucesso desta primeira mostra, dependerá provável exposição nacional de selos alusivos a aviação na Semana da Asa, em outubro, juntamente com o lançamento do carimbo comemorativo do Esquadrão Mach 2000.
Esperamos contar com o apoio dos ex-alunos filatelistas no sentido de se juntarem a nós visando o resgate do amor à filatelia.
Juntos, hoje, ontem e sempre, somos EPCAR.

Al. Diego - Presidente da SAEPCAR
Para maiores detalhes: (32) 3339-4099 ou pelo e-mail saepcar@net-rosas.com.br


Começar de Novo

- Dia 19 de abril - 5ª feira
- Horário: 18h30min às 20h
- Tema: Começar de novo.
- Expositora: Leyla Rockert de Magalhães, esposa do 68-354 Fernando Rockert Magalhães
- Local: Auditório Gilda Nunes, na Sede do Conselho Regional de Administração, à Rua Professor Gabizo, n.º 197, Tijuca, próximo à Estação Afonso Pena do Metrô.

Historiadora, psicóloga, pós-graduada em Marketing, com atuação na área de Gestão de Pessoas. O objetivo da palestra é o de sensibilizar os profissionais, que saem de seus países em busca de trabalho, e os estudantes, que viajam em busca de intercâmbio, a compreender o impacto cultural e o movimento psíquico envolvido nesse processo.

Após a palestra haverá o lançamento do livro Conquistando o Mundo, de autoria da expositora.

Peço aos que comparecerão ao evento que enviem e-mail para o 68-291 Temístocles, até segunda-feira (15 de abril), para que a reserva possa ser feita, pois o auditório só tem capacidade para 100 pessoas.

Ou se preferirem, a reserva poderá ser feita diretamente com a Marlene no telefone (21) 569-0044 ramal 35, ou pelo fax (21) 568-3046.

Depois da palestra haverá um coquetel.


Turma Águia faz 20 anos de BQ

Um clima de confraternização e camaradagem marcou o encontro de 20 anos da Turma Águia - EPCAR 81, realizado no final de semana de 7, 8 e 9 de abril em BQ. Os cerca de 130 ex-alunos, civis e militares, que participaram das comemorações, tiveram a oportunidade de reencontrar os velhos companheiros durante os vários eventos realizados na ocasião. Entre eles destacaram-se: coquetel de chegada, desfile no pátio da escola, descerramento da placa comemorativa e um churrasco no Clube dos Oficiais.


VARIG - Utilidade Pública

UTILIDADE PÚBLICA - Setor de Medicamentos
A Fundação Rubem Berta, em parceria com a VARIG, presta um serviço de caráter humanitário na compra de medicamentos não fabricados no Brasil. Não há ônus quanto aos serviços de compra e transporte, ficando a cargo do solicitante somente o custo do medicamento. Assim, queiram tomar nota do contato deste serviço de utilidade pública:
Setor de Medicamentos
Tel. (21) 814-5626
Prédio Administração da VARIG.
Av. Almirante Sílvio de Noronha, 65 - Subsolo,
com as Sras. Cristiane / Roberta (Medhelp) ou no
tel. (21) 468-4818 ou 468-4820 com o Sr. Leandro


APVAR

Foi eleito, para mais um mandato na Diretoria Social da APVAR, o Paulo Cavalcante de Oliveira, 50-31 Cavalcante. Desejamos a continuidade do sucesso nesse novo mandato.


BQano falece no acidente da P36

Um dos 11 funcionários da Petrobras que falesceram no acidente da P36 era um BQano da Turma de 75 da EPCAR. Muito querido entre seus amigos de Turma, o Peninha, Ernesto de Azevedo Couto, 75-436 Azevedo, deixará saudade em todos que o conheceram.


Relato do Jubileu de Prata dos Tubarões

Já está na página dos Tubarões - EPCAR 76 - fotos e relato sobre a festa. Não deixem de ler.


Brigadeiro Doorgal Borges

Deixou nosso convívio, aos 96 anos de idade, o Brigadeiro Doorgal Borges, 3º Comandante da EPCAR na década de 50. Militar e íntegro cidadão, cumprida a missão na caserna, veio residir em Barbacena ao lado de entes queridos. Seu corpo foi velado na Capela N. Srª do Loreto da nossa querida Escola Preparatória de Cadetes do Ar, vencendo todas as honras militares de Estilo. Certamente sua biografia será levantada e seus feitos lembrados. Na certeza de que estamos homenageando "Um Grande Comandante", buscamos nas páginas do Livro "Uma Cidade à beira do Caminho Novo" o relato do autor e historiador Oswaldo Henrique Castelo Branco . Nas páginas 155/56 de sua obra lemos :

"Em 23 de outubro de 1952 ocorreu a primeira visita oficial da Escola Preparatória de Cadetes do Ar, a Santos Dumont. Veio o Comandante , Coronel Doorgal Borges; o professor Alevato, alto funcionário; o Capitão médico Dr. Jorge Andréa e uma turma de alunos para homenagear Santos Dumont .
Ponderamos ao ilustre Comandante a dificuldade de se chegar a Cabangu, por falta de estrada, a menos que se fizesse o sacrifício de andar a pé, da Mantiqueira ao Cabangu, pelo leito da linha da Central, numa extensão de 4 km. Do ilustre Comandante ouvimos em resposta: "Estamos pagando um tributo, e um tributo se paga com sacrifício. O Senhor nos acompanha ? Seguimos todos juntamente com o nosso saudoso amigo Canuto José Ferreira, madrugador inveterado, a quem convidamos para nos acompanhar.

Chegamos à Mantiqueira, encontramos o Sr. João Kingma que, de bom grado, integrou a comitiva. Aos primeiros raios do sol, éramos um punhado de brasileiros animados, orgulhosos do grande gesto que íamos praticar: prestar a primeira homenagem a Santos Dumont, precisamente na data da sua maior vitória e, precisamente no local de seu nascimento.

Chegados a Cabangu, cuja casa se achava então em estado de ruinas, foi nela colocada uma corbelha de flores, com palavras de profunda emoção do Coronel Doorgal, e batidas várias fotografias para testemunhar o grande acontecimento.

Ao instalarmos o Museu Cabangu, recebemos de João Kingma uma doação muito especial: uma peça de ferro com as letras SD que era usada para marcar o gado de Santos Dumont. (João Kingma havia sido amigo e conselheiro de Santos Dumont).

Deixamos nesse registro, a nossa homenagem e toda a nossa saudade ao valente companheiro daquela
inesquecível madrufgada de 23 de outubro de 1952.".

Ciente de que fui útil e contribuí no levantamento de dados importantes sobre nossa Força Aérea e seus
grandes homens, informo que esta página foi lida por mim para os atuais alunos da EPCAR.

Com meu abraço...

Professor Geraldo Ribeiro Fonseca


Mantenha-se em forma

Minha avó começou a andar 5 km por dia, aos 60 anos. Hoje ela tem 97 e ninguém sabe onde ela está.



Promoção de/para Oficiais Generais

Foram promovidos, em 31 de março de 2001, ao selecto grupo das platinas estreladas os seguintes BQanos:

  Posto Turma Número Guerra Nome

62 62-061 Röhrig Paulo Roberto Röhrig de Britto

63 66-194 Gonçalves Hélio Gonçalves

66 66-010 Osvaldo Osvaldo José de Oliveira



Página da Turma de 68 com novo visual

Criada e mantida pelo 68-418 Berardinelli, a página da Turma de 68 da EPCAR ganhou novo visual nota dez!!!! O capricho dedicado ao site o faz merecedor de iBest BQano. Parabéns ao Berardinelli, parabéns ao Temístocles pela informações que presta ao editor para manutenção da página viva, parabéns ao Santos Oliveira por sua cobertura fotográfica e textual das reuniões mensais, alias a da última sexta-feira, 30 de março já está no ar, com fotografias, enfim parabéns para todo mundo que contribui e prestigia o espaço virtual dos 68s.
Visite-a em http://www.mastersite.com.br/epcar68



Festa dos 36 anos

A Turma de 65 da EPCAR comemorou seus 36 anos na sexta, dia 30 de março, com um belo jantar dançante no play do 65-087 Piacesi. O buffet, de alto nível, as músicas, anos 60, irretocáveis, permitiram aos presentes um rosto-a-rosto e arrulhos de paixão.


20.000 visitas

O BuscAérea completou 20.000 vistas em 15 meses de existência. Muito obrigado a você visitante, pelo seu apoio, seus comentários, seu carinho e sua visita, sem a qual já teríamos saído do ar!!!


BQano editora revistas

O BuscAérea recebeu os exemplares de janeiro e fevereiro da revista Educação e os exemplares de dezembro de 2000, janeiro, fevereiro e março de 2001 da revista Melhor - Vida & Trabalho. O recebimento foi uma gentil do BQano da Turma de 87, o 87-088 Gumercindo que é editor-assistente da revista Melhor - Vida & Trabalho e responsável pela seção Mosaico da revista Educação. Ambas as publicações da melhor qualidade, não só na qualidade de impressão, papel, diagramação e bom gosto, mas principalmente em seu conteúdo. Isso não acontece por acaso. Em todo lugar que encontramos um BQano, encontramos dedicação, esmero e qualidade. Parabéns a Editora Segmento pelas publicações e por ter em seu quadro um profissional da estirpe do Gumercindo.


Vitória dos BQanos

Acontecerá no próximo dia de 7 de julho o 1º Churrasco Inter-Turmas de nossa confraria. Este evento, histórico, acontecerá no Campus das Goiabeiras, da Universidade Federal do Espírito Santos, gentilmente colocado à nossa disposíção pelo 65-386 Weber.
Este 1º Encontro Inter-Turmas vem sendo articulado a muito tempo pelo 69-215 Silva Porto e, agora, com a oferta feita pelo Weber poderá ser realizado.
Breve maiores informações sobre o evento e como se inscrever, aqui, no BuscAérea


Adesão de BQano Ilustre

É com grande alegria e satisfação que comunicamos a assinatura, ontem à noite, do termo de adesão à AEPCAR pelo ex-aluno 65-386 Weber, José Weber Freire Macedo, Reitor da UFES - Universidade Federal do Espírito Santo.

Foi um momento de muita emoção, pois estávamos na sala dele na Reitoria e assistimos duas fitas, a de Comemoração dos 30 anos da Turma de 69 e a de 50 anos da nossa querida EPCAR. Cada Assessor ou Professor que entrava na sala era convidado a assistir um pouco da fita, tal o orgulho e a emoção que tomou dele e de mim. O Weber nunca mais teve a oportunidade de participar de qualquer evento, desde que saiu da Escola, e nunca mais retornou a Barbacena. Ontem (29 de março), assistindo as fitas, pode rever sua juventude passando em câmara lenta.

Aproveitou a oportunidade e colocou a estrutura da Universidade para fazermos o encontro de todos os residentes aqui: VITÓRIA DOS BQANOS.

Sda BQanas

69-215 Silva Porto


BOLACHARIUM

Estamos inaugurando um "bolacharium".
Ao longo do tempo que estamos no ar temos recebido várias bolachas das Turmas para que possamos ilustrar nossas páginas e divulgar estas obras de arte criadas por garotos em pleno gozo de seus sonhos.
Recebemos vários solicitações de remessa das bolachas para os integrantes das Turmas que por um motivo, ou por outro, não as disponibilizam na internet.
Divulgaremos as que temos, em seus tamanhos originais que recebemos, desde que não ultrapassem 400 pixels. Neste caso elas foram reduzidas para esta dimensão.
Em alguns casos estarão disponíveis as bolachas scaneadas, no original, e as que foram retocadas.
Para as Turmas que ainda não nos enviaram suas bolachas, estamos QAP QRV no canal para recebê-las.
Os Vilarinhos

Desde sua criação, a EPCAR tem abrigado em suas fileiras muitos membros de uma mesma família, mas nenhuma delas conseguiu a proeza que D. Diva, matriarca dos Vilarinhos, conseguiu.
Rumaram para BQ seus filhos para as seguintes Turmas:
63
63-013
Vilarinho
  Paulo Roberto Cardoso Vilarinho
66
66-417
Vilarinho
  Ricardo Luiz Cardoso Vilarinho
70
70-098
Vilarinho
  Celso LuizCardoso Vilarinho
72
72-162
Vilarinho
  Marco Antônio Cardoso Vilarinho
  

Jubileu de Coral da Turma de 66
A grandiosida
de das festividades do
evento "dá um VI" e invade BQ!

Tudo começa na sexta-feira, como não podia deixar de ser, no tradicional Gino's. Um a um os cavaleiros alados da Nata da Força Aérea infiltram-se no recinto do tabernáculo. A senha é: A Noite dos Abraços. Quando todos os espaços estratégicos foram tomados é declarado: À La Chasse! Tarjetas de identificação são distribuídas, modernas, com visual insuperável, permitindo que cada um saiba exatamente quem é seu interlocutor.
Desnecessário dizer que a tônica da noite é a emoção. O que se vê são corpos que se abraçam tomados pelo aperto no coração de uma saudade que pode chegar perto dos 35 anos. Olhos marejados, disfarçadamente enxugados por um lenço aqui, uma manga de camisa ali ou mesmo as costas da mão, transformam estes homens cinqüentenários em adolescentes. A noite não acaba e nunca acabará. Ficará gravada na memória de cada um dos presentes pela eternidade, mas o dia seguinte os espera e, cada um na autonomia que lhe é permitida, recolhe-se para abastecimento.

O dia raia, alguns testemunham. A alvorada é festiva. O lendário Moreira desperta cada um de nós com o som de sua corneta. Será real o toque ou apenas nosso espírito que é tocado? Não importa. Corpos cansados, almas reabastecidas, descem para o rancho. Frutas, ovos mexidos, presunto, queijos, geléias e outras guloseimas dispostas sobre a mesa são pegas, colocadas sobre os pratos e degustadas com sabor de café com leite com pão e manteiga. O toque de reunir no pátio da Bandeira é ouvido e os retardatários saem correndo dos ranchos, deixando ainda por terminar o regalo nas bandejas.
A banda já alinhada no pátio presencia a chegada de cada um de nós. Quem ainda não tinha se visto, abraça-se. Quem já abraçara, o faz novamente, afinal este momento é mágico.
Ouve-se o toque de sentido, seguido do de reunir, do de cobrir, enfim, a maioria não se lembra mais o significado exato de cada um deles, mas o sentido é sentido e todos entram em forma.

O locutor oficial do evento - 66-071 Cícero - faz a leitura dos trâmites de praxe e a incorporação dos etéreos é comandada. A cada um que entra em forma sua falta é retirada com o grito de "presente", ecoado por toda a companhia.

De repente, é ouvido do fundo do palanque, um brado:
- Alguém cansado?
Um sonoro não, sem a intensidade desejada é respondido. Novamente aquela voz ecoa:
- Não ouvi direito. Alguém cansado?
- NÃO!!!!
Desta vez satisfatório e ficamos um pouquinho mais jovens.

A companhia move-se sobre a ordem de "ordinário marche" e uma volta olímpica é dada no pátio da Bandeira. A tropa é recebida com uma salva de palmas ao passar em frente ao palanque onde filhos, esposas, comandantes, convidados e alunos de outras Turmas assistem a tudo, todos com a mesma pergunta em seus corações: o que faz, ou o que traz, um bando de marmanjos a uma cidade, encravada na serra da Mantiqueira, a cada cinco anos? Que mistério é este?
Nós sabemos.
O fora de forma é comandado e a tropa segue para o artarium.

A tradicional ficha de atualização cadastral é distribuída na entrada e, obviamente, a maioria permanece em branco, na saída.....
Com quase todos sentados, o locutor, agora travestido de mestre de cerimonias, inicia os trabalhos, convoca à mesa os atuais dirigentes da Sociedade, comunica que seu período ditatorial está chegando ao fim, afinal 15 anos está de bom tamanho, anuncia que haverá eleições e proclama que os trabalhos estarão sob a égide do "crepitar do churrasco".

O Comandate da Escola entra no cinema, sua presença é anunciada e ele é recebido, de pé, por todos os presentes, com uma salva de palmas.
A Escola declama seu amor por todos os seus alunos, anuncia que todos são bem-vindos, que esta é a sua casa. Trinta minutos depois, temos a certeza de que nasce ali uma nova Escola e lamentamos não termos mais 15 anos para podermos voltar aos bancos da EPCAR, da nova EPCAR, modernizada no metódo de ensino, na visão da preparação do ofical da Força Aérea para o futuro, um misto de aviador e astronauta, uma Escola regida pelo retorno do Código de Honra, e muito mais. Podemos prever que temos "um novo Camarão" dirigindo nossa Escola.

Terminada a apresentação do institucional, placa comemorativa alusiva ao encontro é entregue ao Brig. Washington, pelo 15-071 Ramon, de apenas 11 meses, na pessoa do 57-137 Clarindo, autor de Memórias de um BQano, com nossos agradecimentos pelo carinho com que a escola sempre nos recebe.
Ainda em "Agradecimentos", são citados a Comissão Organizadora, o apoio dos "locais" da Turma e a ajuda dos professores no evento "Baile".

Dando proseguimento, o 66-146 Dibe, vindo de Brasília, assume a tribuna e solicita ao Comandante da Escola 581 cópias do Código de Honra. Um silêncio interrogativo percorre o cinema até que, após feita uma simples conta de somar, o artarium é sacudido por uma estrepitosa salva de palmas. Passado o impacto de sua sutil observação, Dibe prossegue citando nominalmente todas as autoridades presentes, inclusive o quase Brig. do Ar, o 66-010 Osvaldo. Um pacote surge em suas mãos e ele, emociado, mas mantendo posição, relata que a Escola não tem registro fotográfico da Turma e que, o 66-141 João Rodrigues doará parte de sua vida, isto é, todos os registros que ele, Jãodamooooca, ao longo dos 36 anos de sua convivência com a EPCAR, colecionou, começando com a ficha de inscrição no concurso, o tão esperado telegrama de aprovação, tarjetas, platinas, guias, enfim sua vida foi novamente entregue à Escola, assim como há 35 anos seus pais também o fizeram. Ciente da responsabilidade, o Comandante recebe o precioso presente e determina sua guarda para que este seja o primeiro acervo da Casa do Ex-Aluno, a ser construída no prédio do antigo laboratório de química. Um uníssono "bravo" toma conta do auditório.
Haja coração!

A campanha assistencial deflagada no âmago da Nata é apresentada pelo 66-036 Nerosky. O objetivo era conseguir verba suficiente para aquisição de uma máquina industrial de lavar roupa para a Sociedade São Miguel Arcanjo. A meta financeira foi alcançada em parte, mas a essência da campanha foi coberta de êxito. Participaram desta campanha mais de 200 assinaturas o que demonstra a magnitude do empreendimento. Estão todos de parabéns.

O que segue é indescritível. Inútil tentar descrever. As palavras exatas me fogem para que o sentimento do discurso permaneça. Com a fala embargada e entrecortada pela emoção que brotava de seu coração, o 66-133 Breves, com os olhos marejados e a mão trêmula, as pernas com certeza lhe faltavam pois suas mãos o seguravam na tribuna, sua voz é ouvida muito mais com o coração do que com o ouvido. O auditório, em sintonia com seu orador, chora. O silêncio cala fundo, quebrado apenas por um soluço mais forte. Breves fala da Escola, Escola esta nutriz de nossa formação moral, intelectual e cívica. Que nos forjou. Uma mãe que nos acolheu em seu ventre.

Refeito o auditório, é iniciado o processo eleitoral e a chapa ChurraSampa, encabeçada pelo 66-123 Saul é eleita prometendo dar prosseguimento à ditadura. Oops! Última forma! Dar prosseguimento às realizações e as conquistas de seu antecessor, reconhecendo, porém, a dificuldade do que é esta tarefa.

O futuro presidente convoca o PQD 69-216 Burnier e lhe entrega um quadro onde uma foto retrata o primeiro salto de paraquedas da Turma. É uma justa homenagem para quem tanto ajudou no sucesso do Jubileu.

Nossa Associação se faz presente com a fala do Presidente da AEPCAR, o 59-063 Laranja.

Ao apagar das luzes, o 66-028 Gahyva assume o microfone e pede uma salva de palmas pelo trabalho desenvolvido pela diretoria que sai. O auditório explode e reconhece o mérito do 66-071 Cícero, de toda sua diretoria e dos fiéis colaboradores. Parabéns a todos.

O evento seguinte ao do cinema é a tradicional foto em frente ao Comando da Escola. Em menos de 2 minutos todos ocupam seus lugares e a foto é feita. Doce ilusão. Valeu a tentativa. Como ela ficará é fácil de se saber: a fachada de nossa Escola ao fundo e todos numa foto, difícil de identificar quem é quem, fácil de identificar a recordação.
Finalmente toca o rancho e lá fomos nós para o COEP.

A fome é negra, o churrasco farto, em todas suas acepções. Entre comes e bebes, o que mais se vê é a alegria do re-encontro. A chamada por Turmas de salas de aula para recebimento dos brindes é aproveitada para uma foto e mostra que o maior contigente é o da turma "A", seguida pela "C".
Uma nova chamada é feita e, desta vez, todos já descontraídos, a fome aplacada, a saudade, se não morta, pelo menos amainada, o chopp agindo e brincadeiras rolando, lá fomos nós para a arquibancada da piscina para nova tentativa de uma foto oficial do evento. Dizer que estavam todos bem comportados seria politicamente correto, mas ninguém acreditaria. As brincadeiras tradicionais como chifrinhos, um caindo por cima do outro, o empurra-empurra, uma "ôla" é tentada em vão, o 66-151 Sérgio molha todo mundo com a água do chuveiro ali existente e a torcida para que alguém, miolo, com uma máquina na mão desse um passo atrás, em falso e, tchibum na piscina, o que, felizmente, não acontece.
Voltar a ser adolescente, ou até mesmo criança, é um privilégio que a nós é dado.
O churrasco atravessa a tarde, agora ritmado pelos pagodeiros da Turma, e ninguém sabe quando e como ele acaba, se é que acaba.

São 22 horas e os primeiros acordes ecoam do Barbacenense. Quem os tiram são os Cry Babies!!! O corpo pede cama e a alma, dança. Impossível conter nossos pés e lá fomos nós ao encontro do Barbacenense. Quantas histórias que ainda não podem ser contadas. Quantas já foram e são lembradas, muitas com sorrisos marotos, outras com estrondosas gargalhadas. Tivemos nos encontros de 25 e 30 anos paixões nascidas ou reatadas. O mesmo se dará nos 35? Só o tempo dirá, como tem nos ditos muitas coisas. Histórias boas permanecem, as ruins, na época, hoje já são contadas como folclore.
A festa dos 35 propicia a 2 integrantes mostrarem para seus filhos que a EPCAR não é feito pé cobra. Eles foram localizados e puderam mostrar a seus filhos que a EPCAR existe, como também existem as histórias que eles contavam. Apesar de estarem afastados há muito, permaneceram conectados.

A decoração do salão, soberba. Desde o convite, num esmero só, passando pelo centro de mesa e terminando nos 7 galhardete espalhados pelo balcão do salão. Difícil dizer o que estava mais bonito, mas caso tivesse que escolher algum, acredito que os galhardetes venceriam. Dos 7, 3 estampavam as bolachas da Turma, a saber: a bolacha "Só Coceba" de BQ, a da AFA, sucesso não só por sua beleza, mas pela feliz coincidência de vivermos a época do "tigrão" - estas duas foram redesenhadas e seus traços modernizados, porém sem perder sua identidade, e a asa que já nos acompanha em nossos jubileus, cercada pelo ramo de louro. Os outros 4 ensejavam nossos comandantes e mestres. Um deles com a caricatura do Kurka, presente a todos os eventos do Jubileu, o do então Capitão Castelo perguntando se havia alguém cansado. As outras duas mostravam os Capitães Sampaio e Pliopas e suas frases inesquecíveis. Enfim, de cima de seus quase 2 metros, está surpresa, preparada pela comissão organizadora irá, sem sombra de dúvida, ser copiada por outras Turmas, uma vez que a festa continha goteiras.
É a Turma de 66 fazendo história.

Quando o último acorde dos Cry Babies é ouvido, já passava das três e meia da manhã, mas o som do baile continuará ecoando por muito e muito tempo....

O domingo amanhece, a cidade dorme e nós, pré-cadetes não viemos aqui para dormir. Então, vamos ao trabalho. Ainda não eram 10 da manhã, dix da Place d’Italie, troisième etàge, Monsieur Thibaut, quem não se lembra, mas deve ser o sono, o destino não é Paris, mas Antônio Carlos.

A entrega dos donativos se faz necessária e para lá encaminham-se os organizadores da campanha. Nossa comissão é recebida com honras militares, pelo menos eles assim nos fazem crer, o agradecimento é efusivamente demonstrado e o carinho expresso na encenação de uma peça teatral por eles apresentada. Difícil dizer o muito que a campanha significou para eles e nossa presença, ali, é um elo de esperança para um mundo melhor.

Acontecendo, quase que simultaneamente, a missa na capela da Escola. O espaço é pequeno para alojar todos os que para ali se dirigem em busca das bênçãos e em agradecimento por tudo o que vivenciamos em BQ.

Pouco depois, para que a geração futura saiba o que aconteceu nos dias 23, 24 e 25 de março de 2001, dirigimo-nos ao placódromo onde, fixada sobre uma base sólida de granito, ali estava nossa placa alusiva ao Jubileu de Coral da Turma Brigadeiro Camarão - EPCAR 66 / AFA 69 - A Nata da Força Aérea.

Dizem, os mais sensíveis, que uma alminha foi vista atrás de nós, como sempre fez ao longo dos cinco anos da segunda metade da década de 60. Fica aqui, o nosso muito obrigado a você, nosso Comandante maior, a quem nossa Turma homenageia e o senhor seu nome nos empresta.
Esteja onde estiver, queira olhar sua ala e verá os etéreos 66, sempre ao seu lado.


Editorial

Estamos mudando o visual do O Farejador para tornar sua leitura mais leve, mas procurando manter seu espírito de divulgação das notícias das Turmas e as oportunidades de negócios.
Esperamos que os Coordenadores de Turmas continuem nos enviando as notícias de seus encontros, as reportagens e os destaques de seus integrantes.

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