| Ten.
Brig. do Ar João Camarão Telles Ribeiro |
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No ano de 1966, cursava o segundo ano de BQ e fui designado para prestar serviço no Gabinete do Comandante. O serviço consistia em ficar sentado em uma mesa na ante-sala do Brigadeiro Camarão. Pois bem. O homem, muito fechado, saiu pela primeira vez da sua sala e eu, imediatamente, prestei-lhe as honras militares. Passou pela segunda vez e eu, mais uma vez, fiz a saudação militar. Quando passou pela terceira vez, eu não me levantei. Obviamente que levei o maior esporro da minha vida. Ali eu aprendi que a saudação militar é uma das coisas mais importantes da vida militar. Nunca mais deixei de fazê-la. Outro fato do Camarão eram os seus rasantes com o seu BEECH em cima do telhado da antiga enfermaria, ao lado do Jardim de Alá, normalmente, no final da tarde, antes do rancho. Quem se posicionava no morro da caixa d'água, hoje, o do hospital, via um espetáculo maravilhoso. O Homem vinha baixando o nariz do bicho na direção do portão das lavadeiras, situado no Pátio da Bandeira, passava bem próximo ao mastro e cabrava a poucos metros da ponta do telhado. Era realmente um grande piloto. A bem da verdade, alguns colegas ficavam secando o rasante, não só do Camarão, como, principalmente, os do Capitão SAMPAIO. Quem não se lembra do SAMPAIO? Ou melhor dizendo, quem não foi preso pelo Sampaio? Aliás, ninguém sabe onde está o Sampaio. Uns dizem que morreu, outros dizem que está vivo. Um
abraço Paulo
Ivan de Oliveira Teixeira Você
que voou com o Brig. Camarão, que serviu com ele, que tem uma história
para contar, por favor, envie-a para o BuscAérea
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